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Resenhando Água para Elefantes por Sara Gruen

23 abr

Desde que perdeu sua esposa, Jacob Jankowski vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solí­citas e fantasmas do passado. Por 70 anos Jacob guardou um segredo. Ele nunca falou a ninguém sobre os anos de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora.

Aos 23 anos, Jacob era um estudante de veterinária. Mas sua sorte muda quando seus pais morrem num acidente de carro. Órfão, sem dinheiro e sem ter para onde ir, ele deixa a faculdade antes de prestar os exames finais e acaba pulando em um trem em movimento – o Esquadrão Voador do circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra. Admitido para cuidar dos animais, Jacob sofrerá nas mãos do Tio Al, o empresário tirano do circo, e de August, o ora encantador, ora intratável chefe do setor dos animais.

É também sob as lonas dos Irmãos Benzini que Jacob vai se apaixonar duas vezes: primeiro por Marlena, a bela estrela do número dos cavalos e esposa de August, e depois por Rosie, a elefanta aparentemente estúpida que deveria ser a salvação do circo.

Água para elefantes. O título foi a primeira coisa que me chamou a atenção no livro, até porque eu tinha detestado a capa dele ( por sorte quando eu comprei recebi a capa bonitinha do filme). Não sei por que, mas logo de cara esse nome me cativou, pode ser porque eu simpatizo com elefantes e seus longos cílios, acho um bicho muito fofo, e dar água para elefantes me pareceu uma coisa delicada, bonitinha de se fazer… sei lá.

Assim que comecei a ler, não estava acreditando que eu realmente iria gostar. A estória claramente se passaria em um circo e era contada por um senhorzinho que vivia em um asilo. Eu sempre detestei circos, e só de pensar em uma estória contada por um senhor que vive num asilo eu já fiquei com sono (embora senhorzinhos sejam a coisa mais fofa e apertável do mundo depois de nenéns gordos). De qualquer maneira, me esforcei para passar as duas primeiras páginas, e foi esse, o único esforço que precisei fazer para chegar ao fim do livro algumas horas de leitura depois.

A estória é linda, surpreendente, real, fantasiosa, triste, alegre, chocante e simples, tudo ao mesmo tempo. Linda porque o protagonista mostra ter um coração maravilhoso, se importar com as pessoas e demonstra ser capaz de sentir o mais puro amor, não uma, mas duas vezes. Surpreendente e chocante porque a autora realmente demonstrou como funcionam as coisas dentro de um circo e é incrível como nada é o que parece. Por trás da alegria, risadas, algodões doces e palhaços, existe um mundo realmente complicado de se viver. Os artistas sofrem, os trabalhadores sofrem um pouco mais, e os animais mais ainda. É real, pois mostra a realidade de um senhor: como sua vida foi, como é, como será. Fantasiosa, pois mostra todo o mundo de fantasia e mistério que um circo constrói para seus espectadores. Triste, pois acontecem coisas terríveis e bem complicadas de se acreditar que realmente aconteçam. Alegre, pois descreve momentos de intensa alegria e amizade. Simples, pois é uma estória complexa, linda e profunda, contada de uma maneira que até a mais nova e simples das pessoas possa entender.

O modo como a autora escreveu construiu uma atmosfera de intensa realidade. Enquanto eu lia sentia como se estivesse ali assistindo aos shows do circo, vendo Rossie e Marlena fazendo seus números e Camel tendo seus ataques. Era tudo tão real que eu podia me sentir parte da estória, presenciar cada acontecimento de perto.

Li, me emocionei, senti raiva, alegria e agora te recomendo. Apesar do que parece, é uma leitura bem leve e gostosa de fazer, as aparências enganam, é assim que as coisas funcionam com esse livro. Cinco diamantes para ‘Água Para Elefantes’.

Para quem não sabe, a adaptação desse livro para filme está em cartaz nos cinemas. Vou tentar ir essa semana para assistir e aí conto para vocês o que achei, e se o filme é melhor ou pior que o livro :).

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